Brasil já é o sexto maior do mundo em número de celulares

O Brasil é o sexto maior mercado para celulares no mundo e os grandes países emergentes, como China, Índia e Rússia, além do próprio Brasil, já são os principais responsáveis pelo crescimento do setor de telecomunicações no mundo.

No total, o mundo soma 1 bilhão de usuários de internet e 4 bilhões de usuários de celulares e de telefones fixos. Os dados são da União Internacional de Telecomunicações (UIT), que ontem publicou seu relatório anual. No entanto, a distância entre os países ricos e os mais pobres ainda é considerada ''''profunda'''' pela organização.

Em 2006, o mundo atingiu a marca de 1,26 bilhão de telefones fixos e 2,68 bilhões de celulares, dos quais 61% estão nos países em desenvolvimento. O que impressiona a organização é que quase a totalidade do crescimento está vindo dos grandes países emergentes. No primeiro trimestre do ano, apenas a China e a Índia registraram quase 200 milhões de novos usuários de celular - 87 milhões na China e 110 milhões na Índia.

Segundo a UIT, o Brasil registrou até o final do ano passado um total de 100 milhões de usuários de celular. O País é superado apenas pela China (461 milhões de usuários), EUA (233 milhões), Japão, Rússia e Índia. Em 2005, os sinais de celulares atingiam 88% do território nacional e o número de usuários é hoje quatro vezes maior que em 2001.

Outros países emergentes também estão vendo uma alta sem precedentes na venda de celulares. O governo da Índia já anunciou um plano ambicioso de ter 250 milhões de usuários de celular até o final deste ano. Para 2010, a meta é atingir a marca de 500 milhões.

No Irã, o número em 2006 dobrou em relação a 2005, chegando a 16,7 milhões de usuários. Na Venezuela, Uruguai e Paraguai, a taxa de usuários teve um aumento de mais de 50% em 2006. Na Nigéria, o crescimento foi de 74% - o país já conta com 32 milhões de usuários.

Apesar do crescimento acelerado, a UIT destaca que a diferença entre os países ricos e pobres ainda é substancial. Nos 30 países mais ricos do planeta, onde estão 18% da população mundial, a taxa de penetração de celular é de 86% - ou seja, há 86 celulares para cada 100 habitantes. Nos países emergentes, a taxa cai para 34%. Mas a situação mais crítica é dos países mais pobres, com uma taxa de penetração de apenas 8%.

Uma situação similar é vista no que se refere à internet. Os grandes países emergentes continuam apresentando taxas elevadas de crescimento no uso da rede. O Brasil, por exemplo, já é o 11º maior do mundo em banda larga, com 5,9 milhões de usuários. No total, 17 em cada 100 brasileiros estão conectados à Internet.

Os líderes no que se refere à banda larga são os americanos, com 58 milhões de usuários, mas já seguidos de perto pela China, com 50 milhões. O Japão vem em terceiro lugar, com 25 milhões de usuários de banda larga.

O problema é que a África, com 10% da população mundial, representa apenas 0,1% dos usuários de banda larga no planeta, o que deixa claro a diferença entre os países. Na última década, a taxa de penetração nos países emergentes vem crescendo a um ritmo de 56% ao ano. Ainda assim, apenas 10% da população dessas economias está conectada. Já nos países ricos, a taxa é superior a 50%.

Para a UIT, já está na hora de os países emergentes se prepararem para a próxima fase do desenvolvimento da tecnologia da informação. O desafio será o de acompanhar a instalação das redes da próxima geração (NGN, sigla em inglês para next generation network). A tecnologia promete unir transmissão de dados, voz e vídeo em um único sistema.

''''Trata-se do casamento entre telefonia fixa, celular, TV e internet'''', disse Susan Schorr, especialista da UIT. Segundo ela, é necessário que operadores e reguladores estejam prontos para atender às exigências da nova tecnologia.Nos países ricos, convergência entre as tecnologias já começou e técnicos apontam que a migração pode estar concluída até 2012.

Fonte: Estadão

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